Eu não queria dizer nada de tão especial com esse poema, mas já que ontem à noite ele me veio espontaneamente na cabeça, decidi colocar no blog e compartilhar com todo mundo, até pra ver se vocês também começam a colocar tudo que vier na cabeça de vocês no nosso site! XD
Beijos Turminha e espero que gostem!
OBS: O poema é meio viajado ok? hehe Faz muito tempo que eu não escrevo uma poesia, então... tenso!
Substância aguada
Me dói ver cada flor despedaçada
Cada pétala ruir no assoalho asperso
Desfazer-se na profundeza aguada do nada
Para recompor-se na finura de teu quadril espesso
Se cada lírio que colhe da noite negra
É brilho insondável
Queria eu dar-te a terra íntegra
Para iluminar este sorriso impalpável
Se foste líquida como um poema
E intacta como a substância
Queria captar-lhe como se capta uma rima
E consumir-lhe como se consome a própria matéria
Me dói ver em cada flor desamparada
Súplicas pétalas morrediças
Semi-nuas, vibrantes víboras consternadas
Consumidas em fogo pela tua balada
Ah! Se cada lírio colhesse teu brilho insondável
Se foste líquida como uma pétala
E morrediça como uma rima
Então não passaria de substância aguada
Dispersa no fogo de uma balada
Pronta para ser consumida por meu poema!
Nossa, adorei! Assim como todos os seus outros poemas e contos, suas crônicas e histórias, essa é outra obra-prima! :)
ResponderExcluirVSP
nossa..que bom que você gostou. Da próxima vez tento fazer um mais a ver com nosso temas, hehe.
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