JOV não preciso nem comentar que seu texto é altamente inspirador, sua capacidade de persuasão, sua voz narrativa, sua entonação textual...tudo é digno de um gênio!! Você é um gênio e sem dúvida uma pessoa que mudará nossas vidas! Não só você, mas cada um desse grupo maravilhoso.
Acho que sem querer nos encontramos: em meio ao caótico descobrimento adolescente, coação externa ou familiar, arrebatamento diante de um mundo que nos impõe infinitas possibilidades e a desesperada procura por uma identidade individual, um “eu” que seja tão exclusivamente nosso, como será posteriormente social. Nós nos achamos. Seja naqueles corredores estreitos, na arquibancada que dá para o campo, nos limites de nossas próprias classes, nos reconhecemos como semelhantes opostos, em uma instituição burocrática tão voltada para uma nivelação social: alunos saudáveis, que sabem aproximadamente 60 fórmulas entre matemática, física e química; alguns que falam alemão e a maioria inglês; que copiam tudo que os professores põem mastigado na lousa; que não lêem mais do que livros que caem nos vestibulares; e principalmente que sabem assinalar uma alternativa correta entre quatro.
Dentro da escola não somos JOV, ASF, LGG, LHM, RG,VSP, JNN e ACS, como nos conhecemos. Somos alunos. Um dentre os 5000 que estão lá agora e um dentre os quase meio milhão que já fizeram parte daquela escola. Talvez daqui a alguns anos quando o nosso colégio já tiver formado novas turmas de terceiro e outras pessoas tiverem entrado nas faculdades que sempre sonharam, então tudo que restará não passarão de vestígios arquivados na advocacia da escola e nossos nomes vazios, como parte da lista de alunos que se formaram em 2011, sem matéria, sem rosto, amórficos, apenas um conjunto de letras na celulose. E sabe de uma coisa, nós podíamos nos conformar com tudo isso. Podíamos muito bem abrir nossos livros, gabaritar diversas provas, freqüentar todos os plantões, conversar com alguns professores, tirar nossos certificados e seguir em frente. Seguir como milhões de outros fizeram e fazem, pois obedecer e se resignar é extremamente mais fácil do que revolucionar e questionar. E conhecendo vocês o tanto quanto conheço, sei que vocês optaram pelo caminho mais difícil. Portanto proponho o mesmo que o JOV, que falemos com o Moises e que mesmo que a resposta seja não e que tudo seja proibido, que o grupo jamais morra. Porque essas coisas acontecem por acaso, mas só por um acaso extremamente raro, tão raro que a VSF e o RG chamariam de destino.
Amo vocês e encontrei nesse grupo uma parte daquela identidade que venho tentando com tanta dificuldade construir, e diria que vocês são a melhor parte dela. Somos todos muito opostos e só por isso podemos nos considerar complementares, afinal é do debate, do choque, do CAOS que nasceram as mais belas estrelas.
Liebe Grüsse turminha e até segunda!
Acho que sem querer nos encontramos: em meio ao caótico descobrimento adolescente, coação externa ou familiar, arrebatamento diante de um mundo que nos impõe infinitas possibilidades e a desesperada procura por uma identidade individual, um “eu” que seja tão exclusivamente nosso, como será posteriormente social. Nós nos achamos. Seja naqueles corredores estreitos, na arquibancada que dá para o campo, nos limites de nossas próprias classes, nos reconhecemos como semelhantes opostos, em uma instituição burocrática tão voltada para uma nivelação social: alunos saudáveis, que sabem aproximadamente 60 fórmulas entre matemática, física e química; alguns que falam alemão e a maioria inglês; que copiam tudo que os professores põem mastigado na lousa; que não lêem mais do que livros que caem nos vestibulares; e principalmente que sabem assinalar uma alternativa correta entre quatro.
Dentro da escola não somos JOV, ASF, LGG, LHM, RG,VSP, JNN e ACS, como nos conhecemos. Somos alunos. Um dentre os 5000 que estão lá agora e um dentre os quase meio milhão que já fizeram parte daquela escola. Talvez daqui a alguns anos quando o nosso colégio já tiver formado novas turmas de terceiro e outras pessoas tiverem entrado nas faculdades que sempre sonharam, então tudo que restará não passarão de vestígios arquivados na advocacia da escola e nossos nomes vazios, como parte da lista de alunos que se formaram em 2011, sem matéria, sem rosto, amórficos, apenas um conjunto de letras na celulose. E sabe de uma coisa, nós podíamos nos conformar com tudo isso. Podíamos muito bem abrir nossos livros, gabaritar diversas provas, freqüentar todos os plantões, conversar com alguns professores, tirar nossos certificados e seguir em frente. Seguir como milhões de outros fizeram e fazem, pois obedecer e se resignar é extremamente mais fácil do que revolucionar e questionar. E conhecendo vocês o tanto quanto conheço, sei que vocês optaram pelo caminho mais difícil. Portanto proponho o mesmo que o JOV, que falemos com o Moises e que mesmo que a resposta seja não e que tudo seja proibido, que o grupo jamais morra. Porque essas coisas acontecem por acaso, mas só por um acaso extremamente raro, tão raro que a VSF e o RG chamariam de destino.
Amo vocês e encontrei nesse grupo uma parte daquela identidade que venho tentando com tanta dificuldade construir, e diria que vocês são a melhor parte dela. Somos todos muito opostos e só por isso podemos nos considerar complementares, afinal é do debate, do choque, do CAOS que nasceram as mais belas estrelas.
Liebe Grüsse turminha e até segunda!
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