Ao analisarmos a inserção do jovem em pleno século XXI, por mais que a mídia diga que estamos mais engajados em certos temas aos quais antes nem dávamos a devida importância, acredito que esta afirmação não passa de mera especulação forjada pra alienar ainda mais a população. É bem escassa a legítima quantidade. Os adolescentes de hoje são puro reflexo da geração passada, isso mesmo, aquela totalmente desregrada que valorizava a cultura norte-americana, as drogas, as orgias, experiências de guerra, de criação de barreiras, da intensificação da desigualdade entre o mundo. O que vivenciamos é apenas a amplificação das coisas, só que numa escala exponencial, irreversível, banalizada. Os adolescentes em sua maiorida estão mais interessados em viverem suas vidinhas fúteis, onde tudo é cor-de-rosa, as pessoas se amam e tudo que acontece é em torno das revistas de modas que ela/ele lê ou dos pais que vivem a falar da Europa, dos EUA, ou de quão lixo o Brasil é. Das roupas de marca ou das baladas mais sensacionais de São Paulo, já que é legal ficar, beijar, aventurar-se. Decorar a matéria das provas do colégio particular. Por outro lado, temos uma classe humilde, a qual basta pedir pra que um adolescente leia meio parágrafo de um texto qualquer que notará a carência educacional, peça pra ele discutir um tema, ele não conseguirá; podemos dizer que a culpa é dele por não procurar a educação sozinho, poucos têm a mesma iniciativa que tive de ser um “autodidata”; não é fácil tirar suas próprias conclusões sobre determinados temas, e você não tem como pedir ajuda aos seus pais, nem a ninguém, já que seus pais possuem um grau de formação deplorável e sua professora lê na sala de aula a revista “Caras”. É muito mais fácil se entregar à massa condicionada ao trabalho mal-remunerado. Condição. A política pública mesmo que jure fazer de tudo pra transmutar a situação da educação brasileira, sinto muito em dizer que tudo não passa de mera tentativa, fracasso. Quanto mais cabeças pensam, mais terão o anseio de deter o domínio, não há vagas para todos. Puro caos. A projeção de futuro para esse jovem é continuar numa vida inútil, suja pela desigualdade e tão fútil quão dos jovens de classe alta, que pelo menos têm a possibilidade de estarem imersos na cultura global ou parte de tudo que ocorre no mundo, mesmo que 80% pouco se importem com isso, interessam-se somente em ganhar seu Nike Shox ou sua malha da Abercrombie que vem dos EUA, durante os passeios de fim de semana do pai.
“Decorem, decorem, comprem, consumem, sejam meu combustível, girem a roda da economia”; se existisse a Bíblia do Capitalismo certamente haveria um capítulo só pra educação massificada, do que deve ser ensinado, do que deve ser descartado, o que o sistema quer que você saiba, pra te moldar, pra que você seja o cidadão politicamente correto segundo os moldes deles. Cadê a autonomia do cidadão de atuar e se apropriar de um conhecimento segundo seu legítimo interesse? Por mais que pareçamos diferentes, tem coisas que nos unificam, ou melhor, massificam, basta analisar, é aterrorisante. Viva a sociedade mentecapta.
Se se passa na USP sua imagem será elevada ao posto das “cabeças” nacionais. Será mesmo? Simplesmente conseguistes decorar tudo que lhe disseram durante anos de estudo, apropiando-se de assustos válidos e outros que não lhe fizeram o menor sentido, tudo o que precisaria saber pra conseguir certo status na sua carreira. Uma boa faculdade.
Prazer, sou o número 17, da 2-3MB3, querem saber minha matrícula? Meu RG? E claro, quem sou eu pro Brasil a não ser um número de CPF que contribui com impostos? Pra sociedade não passo de número, estatística. Se eu morresse amanhã seria apenas um número que congelaria dia 20 de março de 2011 em certa hora do dia, do mês, do ano, ou seja, congelar-me-ia no tempo. Seria uma macrícula interrompida, no RG costataria falecido. O tempo civil, limitante, que não abre espaço às alternativas. O que chamo eu de realidade deixaria de existir, e a realidade do resto da polulação?
“Decorem, decorem, comprem, consumem, sejam meu combustível, girem a roda da economia”; se existisse a Bíblia do Capitalismo certamente haveria um capítulo só pra educação massificada, do que deve ser ensinado, do que deve ser descartado, o que o sistema quer que você saiba, pra te moldar, pra que você seja o cidadão politicamente correto segundo os moldes deles. Cadê a autonomia do cidadão de atuar e se apropriar de um conhecimento segundo seu legítimo interesse? Por mais que pareçamos diferentes, tem coisas que nos unificam, ou melhor, massificam, basta analisar, é aterrorisante. Viva a sociedade mentecapta.
Se se passa na USP sua imagem será elevada ao posto das “cabeças” nacionais. Será mesmo? Simplesmente conseguistes decorar tudo que lhe disseram durante anos de estudo, apropiando-se de assustos válidos e outros que não lhe fizeram o menor sentido, tudo o que precisaria saber pra conseguir certo status na sua carreira. Uma boa faculdade.
Prazer, sou o número 17, da 2-3MB3, querem saber minha matrícula? Meu RG? E claro, quem sou eu pro Brasil a não ser um número de CPF que contribui com impostos? Pra sociedade não passo de número, estatística. Se eu morresse amanhã seria apenas um número que congelaria dia 20 de março de 2011 em certa hora do dia, do mês, do ano, ou seja, congelar-me-ia no tempo. Seria uma macrícula interrompida, no RG costataria falecido. O tempo civil, limitante, que não abre espaço às alternativas. O que chamo eu de realidade deixaria de existir, e a realidade do resto da polulação?
Seguiria constantemente, e cada um terá o mesmo fim, frio, e se morresse de uma forma bem trágica, estupefata, será assunto por alguns dias, pra que isso ainda traga benefícios pra mídia, ou seja, pra que se gere o último lucro possível.
Obra do destino? Acredito nos acasos e que isso gera um “boom” nas cadeias de acontecimentos e que esse “efeito borboleta” interfira em tudo, propague tudo de um novo modo e que a partir de um gesto, nada será como seria. Quando sua vida se intrelaça à de outra, prepara-te pra sucessão de fatores que hão de vir, impressionar-te-ão, ou a contudência dos fatores farão com que a semelhança os unam ou que as diferenças os separem, ou que o conflito entre a semelhança e a diferença lhe tragam a obra mais sublime de racionalidade, a qual atrevidamente poderíamos chamar de verdade.
Somos pessoas diferentes, com trajetórias diferentes, com metas diferentes, opiniões antagônicas e que juntas podem tirar conclusões a partir da própria dialética. Quando questionamos dois filósofos, imagino com desvaneio como se fosse uma Guerra Mundial; entre dois pensamentos, cada filófoso segue cara a cara com o outro, com toda a sua tropa de pensamentos a espreita; o Universo então lança um sopro que aciona todas as alavancas dos sentimentos e eles seguem numa velocidade furiosa de encontro um ao outro, o grito de guerra, as armas em mãos, os tiros de ideologias e as bombas que imergem a atmosfera em total suspense e dessa neblina não se sae apenas um vitorioso, e sim dois combatentes ainda mais fortes e preparados pra outro duelo. Vamos duelar?!
Só pra deixar bem claro não sou marxista, pode parecer que minhas ideias tangenciem a isso, pelo contrário, sou capitalista, apenos sinto que as coisas tomaram outros rumos, saímos do capitalismo e entramos num processo de desumanidade inadmissível. Afinal de contas, o mundo em si é uma grande comunidade, o ser humano sem si deveria ter uma instrução mínima de conhecimento, um discernimento pra discutir certos assuntos e condições mínimas de existência, não precisa ser o mais rico, mas também não o mais pobre, para que possamos competir de igual pra igual.
Qualquer coisa estou por cá, firme e forte.
Atensiosamente, JOV.
Obra do destino? Acredito nos acasos e que isso gera um “boom” nas cadeias de acontecimentos e que esse “efeito borboleta” interfira em tudo, propague tudo de um novo modo e que a partir de um gesto, nada será como seria. Quando sua vida se intrelaça à de outra, prepara-te pra sucessão de fatores que hão de vir, impressionar-te-ão, ou a contudência dos fatores farão com que a semelhança os unam ou que as diferenças os separem, ou que o conflito entre a semelhança e a diferença lhe tragam a obra mais sublime de racionalidade, a qual atrevidamente poderíamos chamar de verdade.
Somos pessoas diferentes, com trajetórias diferentes, com metas diferentes, opiniões antagônicas e que juntas podem tirar conclusões a partir da própria dialética. Quando questionamos dois filósofos, imagino com desvaneio como se fosse uma Guerra Mundial; entre dois pensamentos, cada filófoso segue cara a cara com o outro, com toda a sua tropa de pensamentos a espreita; o Universo então lança um sopro que aciona todas as alavancas dos sentimentos e eles seguem numa velocidade furiosa de encontro um ao outro, o grito de guerra, as armas em mãos, os tiros de ideologias e as bombas que imergem a atmosfera em total suspense e dessa neblina não se sae apenas um vitorioso, e sim dois combatentes ainda mais fortes e preparados pra outro duelo. Vamos duelar?!
Só pra deixar bem claro não sou marxista, pode parecer que minhas ideias tangenciem a isso, pelo contrário, sou capitalista, apenos sinto que as coisas tomaram outros rumos, saímos do capitalismo e entramos num processo de desumanidade inadmissível. Afinal de contas, o mundo em si é uma grande comunidade, o ser humano sem si deveria ter uma instrução mínima de conhecimento, um discernimento pra discutir certos assuntos e condições mínimas de existência, não precisa ser o mais rico, mas também não o mais pobre, para que possamos competir de igual pra igual.
Qualquer coisa estou por cá, firme e forte.
Atensiosamente, JOV.
JOV,
ResponderExcluiré impossível para você imaginar o quanto eu o admiro. Cada vez que leio um texto seu fico imaginando o trabalho que deu.
Mas eu preciso comentar o seu último parágrafo, no qual você praticamente pediu desculpas por escrever demais e disse que devia se controlar. Pois eu digo exatamente o oposto. O sistema sobre o qual você tanto escreveu quer justamente isso, que escrevamos textos de exatamente 30 linhas num molde sempre igual para ficar mais fácil de corrigir. Quer que contenhamos nossas ideias e assim objetiva restringir nossa linha de pesnamentos. Você, entretanto, é justamente a excessão a esse modelo de aluno que está sendo criada. Você é aquele que pensa, que imagina, que critica de uma forma coesa e firme. Como você pode querer, então, se conter? Logo você, que diz que devemos ser os jovens que com opinião?
O objeivo do grupo é justamente fazer com que pensemos. Desse modo, não acho que as redações que estamos escrevendo aqui devam ser reprimidas - muito pelo contrário, devem ser incentivadas. Um encontro semanal pode não ser suficiente para discutir o mundo que nos cerca, mas podemos usar esse grupo online para isso.
Com todas essas discussões, quem sabe não poderemos, um dia, propor mudanças significativas e quem sabe, um dia, formar um partido como disse o SPB =) !!
ACS,
ResponderExcluirconcordo totalmente com você. Não devemos nos conter, devemos escrever e escrever e amadurecer ideias em grupo, estamos aqui não para ser mais uma vez reprimidos, mas sim para finalmente termos a liberdade de nos expôr sem restrições.
Coincidentemente, meu pai também comentou na criação de um partido político. Mas aí eu já não me meto. hahaha
JOV, por favor, nunca mais se desculpe por escrever muito e muito bem, não são todos que conseguem! Tenha orgulho de si mesmo porque você merece! Batalhou muito e agora está onde está!
Sou sua fã! :)
VSP