quinta-feira, 28 de abril de 2011

LHM

Dedico esse texto a um ser humano: egoísta, imperfeito e ainda assim capaz de surpreender os outros de sua espécie.
                                                               Olhos
Nunca esquecerei daqueles olhos cor de gelo, que pela primeira vez na vida vi transbordar em lágrimas doídas, naquela fria manhã de Julho.
Aquele olhar tão profundo agora se despedia de mim com tristeza, fazendo promessas em vão de um futuro que não chegaria. Um futuro o qual sempre havíamos comentado em conversas bobas, fazendo planos para os dias ainda mais felizes que estariam por vir.
Seus olhos  quase transparentes deixavam ainda mais claro seus pensamentos, seus arrependimentos, suas dores, seus medos e suas felicidades.
Aqueles olhos claros não me pouparam da tristeza ao deixarem-me aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário